sábado, 23 de março de 2013

O Império Português do Oriente

Escrito por Miguel Bruno Duarte




Afonso de Albuquerque



«Assim, parecia terminada a conquista de Goa, dois anos depois de Santa Catarina, em 1510. Quando Albuquerque contemplava a cidade do alto da torre da fortaleza, não podia deixar de comparar o triste espectáculo daquelas ruínas com a visão luminosa que tanto o maravilhara outrora, ao descobri-la dos terraços do palácio de Adil Xá. Para o atropelo de interrogações que ia no seu espírito, só encontrava, como resposta, o messianismo cristão e as referências aos grandes conquistadores da Antiguidade. Como outros homens do tempo, sentia-se dividido entre os imperativos de um e a admiração que lhe inspiravam os outros. Mas ele era o primeiro a avançar na senda de Alexandre, e até a ultrapassá-lo, nas margens da Ásia.

Destruir Goa para de lá expulsar definitivamente o Islão, reconstruí-la depois para fazer dela a cidade ideal, implantar aí o cristianismo, criar uma sociedade sem distinções de raça nem de origem (à semelhança do que fizeram os colonos romanos), embora inserida nas estruturas administrativas e religiosas de um império, não era trabalhar no sentido do projecto imperial manuelino?

Sobre os vestígios da cidade "ímpia", e em vez de forum e templos, já delineava mentalmente o quadrado da cidadela e as primeiras capelas. Ver ali rezar os casados e suas esposas não lhe fazia evocar as bodas de Susa, quando o grande Alexandre celebrou o casamento entre os guerreiros e as cativas orientais, para integrar novas conquistas?

Entretanto, por mais fascinante que fosse, a realidade não correspondia ao sonho de D. Manuel quando refazia mentalmente o mundo, nem este mundo era o mesmo que os Antigos haviam conhecido. O grão-capitão tinha de erguer sozinho o que ninguém ainda conseguira fazer antes dele.

(...) Com um chapéu de palha, camisa com aberturas, coberta com um longo mantelete sem mangas, o governador ia visitar as famílias de casados que enchia de presentes, favorecendo deste modo o retomar dos casamentos mistos. Preocupado em manter auxílio à população hindu, via na ocupação muçulmana um episódio desastroso e esforçava-se por instalar de novo a ordem no respeito pelas instituições tradicionais, substituindo a autoridade do rei de Portugal à dos rajás de antanho. Uma das suas prerrogativas era a concessão de terras, o que permitiu a Albuquerque distribuir as dos Mouros sem provocar escândalo. Os proprietários de terras hindus não perderam nada com a troca de chefes. Ao receber um terço dos lucros, a administração portuguesa impunha-lhes taxas menos pesadas do que os rajás de Vijayanagar ou o Adil Xá. Este cobrava, além disso, tributos, cuja natureza não era revelada com receio de que não fossem repostos. Os Brâmanes continuaram a beneficiar dos proventos dos templos e as assembleias de aldeia voltaram às reuniões periódicas debaixo de figueiras asiáticas para gerirem os recursos do seu domínio».

Geneviève Bouchon («Afonso de Albuquerque: O Leão dos Mares»).


«(...) a política do grande Afonso de Albuquerque, ao preconizar e facilitar as uniões matrimoniais entre a soldadesca portuguesa e mulheres aborígenes, o que se tornava possível pelo fraco distanciamento intelectual e moral de uns e outros, conseguiu operar na minúscula Índia portuguesa sobrevivente uma fusão racial e, com ela, uma nobre fidelidade à velha mãe-pátria, quase raiando pelos limites do inverosímíl».

Cunha Leal («O Colonialismo dos Anticolonialistas»).





O IMPÉRIO PORTUGUÊS DO ORIENTE


Do Império Português do Oriente escreveu Joaquim Pedro de Oliveira Martins uma História de Portugal em vários aspectos condicionada por uma interpretação arbitrária, quando não mesmo eivada de um perfil ideológico derrotista e assaz demolidor. Sobre a acção heróica e marítima dos Portugueses no Oriente, antecipa considerações sombrias que precedem um tanto a historiografia positivista e universitária do nosso tempo: «A pirataria e o saque foram os dois fundamentos do domínio português, cujo nervo eram os canhões, cuja alma era a Pimenta».






Não por acaso os Portugueses de Quinhentos são habitualmente vistos como ávidos exploradores em busca de um monopólio comercial absoluto. O romance Shogun – A Gloriosa Saga do Japão, de James Clavell, é um exemplo típico dessa falsa e deturpada leitura da presença portuguesa no Extremo Oriente, num contexto onde protestantismo e jesuitismo exprimem um conflito irredutível entre si. Temos assim a imagem alegadamente histórica dos Portugueses como dominadores ou corsários implacáveis, quando os ingleses (1), nessa matéria, tiveram um lugar proeminente na figura de Francis Drake, ele, sim, um corsário que, enquanto Vice-Almirante da Marinha Real Britânica, dirigira numerosas expedições navais contra os espanhóis na Península Ibérica e nas Índias, para já não falar na derrota por ele infligida, em 1588, à Invencível Armada organizada por Filipe II contra a Inglaterra.

Seja como for, é um facto a guerra praticada por Portugueses perante as investidas do turco, do veneziano, do núbio, do árabe, do etíope, do afegã, do persa, do rume do Egipto e de toda a casta de mercenários que tinham por fim expulsar, matando e trucidando, os Portugueses do mar das Índias. Convém, aliás, não menosprezar que os Portugueses bateram-se, com escassas centenas – por vezes nem isso -, de uma forma heróica e não pouco oriental contra dezenas de milhar de indígenas e naires ávidos de destruir, contra ventos e marés, a presença lusa no outro lado do mundo. E se lograram fazê-lo com o auxílio de mosquetes e bombardas, também não menos o fizeram mediante a entrega física, corajosa e fulminante face às ondas maciças das colunas inimigas.

Não há, verdade se diga, historiografia que possa transmitir a vivência directa e concreta de uma tal condição sobre-humana em terras do Oriente. Há, quando muito, aproximações que ora primam pela abordagem historicista ora pela narrativa literária de uma odisseia inverosímil e heróica como a dos Portugueses nas Sete Partidas do Mundo. Stevan Zweig oferece-nos, por exemplo, uma imagem literária que, sem embargo de fontes colhidas e pesquisadas, jaz à superfície de um mundo épico sem igual, como ora se segue (2):






«Após uma viagem de três semanas, a 11 de Setembro de 1509, os navios – os primeiros provenientes de Portugal – aproximam-se do porto de Malaca. E de longe é já possível ver que o valente Varthema não inventou nem exagerou ao relatar que aí «aportavam mais navios do que a qualquer outro lugar do mundo». Chegados uns aos outros, vela com vela, ao longo do grande ancoradouro, estão alinhados barcas, juncos e paraus, grandes e pequenos, brancos e coloridos, de origem malaia, chinesa e siamesa. Pois, devido à sua situação geográfica natural, a aurea chersonesus, ou seja, o estreito de Singapura, está fadado para ser o maior entreposto do Oriente. Qualquer embarcação que queira seguir de leste para oeste, de norte para sul, da Índia para a China, das Molucas para a Pérsia, tem de passar por este estreito de Gibraltar oriental. Troca-se todo o tipo de mercadorias neste entreposto: o cravinho das Molucas e os rubis de Ceilão, a porcelana chinesa e o marfim de Sião, a cachemira de Bengala e a madeira de sândalo de Timor, as folhas de espada de Damasco, a pimenta de Malabar e os escravos de Bornéu. Todas as raças, todos os tons de pele e todas as línguas pululam babilonicamente neste grande empório comercial do Oriente, em cujo centro se erguem, imponentes, por sobre o emaranhado de pequenas casas de madeira, as silhuetas de um esplenderoso palácio e de uma mesquita de pedra.

Do alto dos seus navios, os portugueses contemplam, com assombro, a poderosa cidade, e cobiçam aquela jóia do Oriente que cintila, branca, à luz resplandecente do sol e que, sendo a mais preciosa das pedras preciosas, deverá vir ornamentar a coroa do domínio português na Índia. Por seu lado, do alto do seu palácio, o príncipe malaio contempla, igualmente assombrado, mas inquieto, os perigosos navios estrangeiros. Ali estão eles, os bandidos incircuncisos, afinal aqueles malditos sempre conseguiram encontrar também o caminho para Malaca! Havia já muito que a notícia das batalhas e das carnificinas de D. Francisco de Almeida e de Afonso de Albuquerque se tinha espalhado por milhas e milhas em redor; em Malaca sabe-se que, contrariamente aos donos dos juncos siameses e japoneses, os terríveis lusitanos não cruzam os mares para fazerem comércio pacífico, mas para esperarem traiçoeiramente pelo momento propício para se instalarem e pilharem tudo. O mais prudente seria não deixar sequer que os quatro navios entrassem no porto, pois a partir do momento em que os ladrões assentassem pé em terra, seria demasiado tarde. Só que o sultão também conhece, de fonte fidedigna, a eficácia daqueles pesados canhões que, com bocal negro e calado, o ameaçam do alto dos castelos dos navios portugueses, e sabe bem que aqueles salteadores brancos lutam que nem diabos, pelo que é impossível opor-lhes resistência. O melhor, portanto, é responder à mentira com a mentira, à falsa gentileza com hospitalidade fingida, à vigarice com vigarice e, de preferência, ser o primeiro a atacar antes que eles ergam a pesada pata e desfiram o golpe mortal.

Porta de Santiago - Fortaleza de Malaca


É por isso com toda a deferência que o sultão de Malaca recebe os enviados de Sequeira e aceita as suas oferendas com exagerada gratidão. Faz-lhes saber que os portugueses são muito bem-vindos, que estão à vontade para fazer todo o comércio que queiram e que, daí a uns dias, lhes fará chegar tanta pimenta e restantes especiarias quantas conseguirem levar. Amavelmente, convida os capitães a sentarem-se à sua mesa, no palácio, e se bem que estes tenham declinado o convite – por terem sido alertados de vários lados -, os marinheiros espalham-se livremente e com alegria por aquela cidade estrangeira que os recebe tão bem. É uma volúpia sentir finalmente, e de novo, terra firme debaixo dos pés, poder divertir-se com mulheres gentis, já não ter de ficar metido nos camarotes ou numa dessas aldeias imundas, onde porcos e galinhas coabitam com a nudez de homens que são meio-animais. Cavaqueando, os marinheiros instalam-se nas casas de chá, fazem compras nos mercados, deleitam-se com as bebidas malaias de ardente fermentação e com a fruta fresca: desde a saída de Lisboa que nunca tinham sido recebidos com tamanha cordialidade, com tamanha hospitalidade. Por seu turno, os malaios, às centenas, aproximam-se dos navios portugueses, remando os seus versáteis barquinhos carregados de víveres, trepam pelos cordames, ágeis como macacos, olham com admiração todas as coisas desconhecidas, nunca vistas. Tem lugar uma muito movimentada troca de mercadorias e é com pesar que a tripulação fica a saber que o sultão já preparou o carregamento prometido e informou Sequeira que, na manhã seguinte, este deverá enviar a terra todas as chalupas, a fim de que a enorme operação de carregamento possa ser efectuada ainda antes do pôr do sol.

Sequeira, radiante por a preciosa mercadoria ter sido arranjada tão prontamente, envia realmente a terra todas as chalupas dos quatro grandes navios, bem cheia de tripulantes. Ele próprio, considerando que a actividade mercantil é indigna de um nobre português, permanece a bordo, jogando xadrez com um companheiro, o que é a coisa mais assisada que se pode fazer num navio em dia tórrido e aborrecido. As três outras grandes embarcações permanecem, sonolentas, no mesmo sítio. Alguma coisa, porém, chama a atenção de Garcia de Sousa, o capitão da caravela mais pequena, o quinto navio da esquadra: há uma quantidade cada vez maior de embarcações malaias a circundar os quatro navios abandonados e um cada vez maior número de indivíduos seminus a trepar pelos cordames dos navios, sob o pretexto de trazerem mercadorias para bordo. Garcia de Sousa acaba por desconfiar que se está a preparar, simultaneamente em terra e no mar, um ataque traiçoeiro daquele sultão tão exageradamente amável.



Fernão de Magalhães



Por sorte, a pequena caravela não enviou a sua chalupa a terra; e assim, Garcia de Sousa incumbe o homem em quem deposita maior confiança a remar a toda a velocidade até ao navio do almirante e de avisar o capitão. Este homem não é senão o sobresaliente Magalhães que, com remadas céleres e vigorosas, chega ao navio, onde encontra o capitão Sequeira ainda a jogar tranquilamente. Mas a Magalhães não agrada que vários malaios, de kriss à cintura, sempre pronto a ser usado, finjam estar a seguir a partida de xadrez nas costas dos dois jogadores, e avisa Sequeira com um murmúrio discreto. Este, para não levantar suspeitas, mantém o sangue-frio, não interrompendo o jogo.

Porém, ordena a um marinheiro que fique vigilante do alto da sua gávea e, a partir desse momento, não volta a tirar a mão do punhal durante todo o jogo. O alerta de Magalhães chegou mesmo no último minuto, pois nesse preciso instante uma coluna de fumo subiu do palácio do sultão – era o sinal combinado para o ataque simultâneo em terra e no mar. Felizmente, o marinheiro, do alto da sua gávea, ainda tem tempo de dar o alerta. Sequeira levanta-se de um salto e afasta para o lado os malaios, antes que estes possam atacar. Mal o alarme soa, toda a tripulação que está a bordo se reúne; os malaios, que se tinham infiltrado em todos os navios, são lançados borda fora e é em vão que, de todos os lados, os paraus armados tentam abalroar as embarcações: Sequeira tem tempo de levantar ferro e os seus canhões, lançando salvas poderosas, permitem-lhe a retirada. Graças à vigilância de Garcia de Sousa e ao desembaraço de Fernão de Magalhães, o ataque aos navios fracassou.

A situação é mais crítica para os infelizes que, de nada suspeitando, se tinham dirigido a terra: um punhado de homens desprevenidos, espalhados pelas ruas, contra milhares de pérfidos inimigos. A maior parte dos portugueses é imediatamente massacrada, só poucos conseguem fugir até à praia. Tarde demais: os malaios já se apoderaram dos barcos, cortando-lhes a retirada. Um a um, todos os portugueses ficam reféns. Há apenas um, o mais valente de todos, que ainda se defende, trata-se de Francisco Serrão, o maior e mais fraternal amigo de Magalhães. Ei-lo cercado, ferido, tudo indica que está perdido. Mas já Magalhães, acompanhado de um outro soldado, se aproxima intrepidamente na sua pequena chalupa, pronto a dar a vida pelo amigo. Com algumas vigorosas espadeiradas, consegue resgatá-lo do meio dos seus adversários, dez vezes superiores em número, e puxa-o para dentro do pequeno batel, assim lhe salvando a vida. Neste ataque arrasador a frota portuguesa perdeu os seus batéis e para cima de um terço da sua tripulação; Magalhães, porém ganhou um irmão de saque, cuja amizade e fidelidade virão a ser decisivas na façanha que o espera» (in Magalhães, o homem e o seu feito, Assírio & Alvim, 2007, pp. 46-50).






Não obstante as fontes clássicas, como o nosso historiador da Índia, João de Barros, torna-se perfeitamente claro que só mediante uma intuição única e pessoal na esfera do subconsciente português pode resultar, ainda que eventualmente amparada nas respectivas fontes, uma compreensão una e omnímoda de uma odisseia humana sem precedentes históricos inigualáveis. Aliás, Oliveira Salazar, quando inquirido por Cristina Garnier sobre a causa da persistência da recordação de Portugal e dos Portugueses em territórios onde já não permaneciam política e administrativamente, dissera pura e simplesmente:

«- Não procure o motivo (…) na extensão ou na permanência do poder político, por vezes superficial e breve. Não pense também na violência que teria podido marcar a nossa passagem. Todos sabem que o domínio português se exerceu sempre com doçura, no respeito das pessoas e dos seus costumes. Nunca tivemos preconceitos de raça. Numa palavra, em nenhum dos lugares por onde passámos se encontrarão vestígios de imposição pela força, nem mesmo uma civilização imposta a outra mais rudimentar. Nalguns casos verificar-se-á uma espécie de interpenetração de duas culturas, quando duas culturas se encontraram face a face» (in Férias com Salazar, Lisboa, 1952, pp. 145-46).

Logo, a sensibilidade extreme e emotiva, delicada mesmo, de Oliveira Martins, a que se vem juntar uma particular quão impressionável subjectividade de feição psicologista, permite explicar por que razão a sua História de Portugal não só revela um desleixo na recolha documental da verdade histórica, como também sugere uma crítica primária àquela que foi a missão económica, política e militar de Portugal no Oriente. Basta tão-só, para o efeito, ver como reduziu a gesta épica do homem português a feitos de pirataria, crueldade e morticínio, pese embora aluda de permeio a alguns lances esporádicos de religiosidade, fé e celeste milagre na hora do combate sob a cruz mística de Cristo. Em todo o caso, o amor pátrio de Oliveira Martins, mais tarde rectificado em A Vida de Nun’Álvares, ou ainda n’Os Filhos de João I, não deixa de se revelar na eventual forma como descreve o heroísmo antigo de Albuquerque, um Aníbal, ou a simpática pureza ingénua de um Castro, imitador fiel dos tipos de Plutarco, ou ainda os feitos de um Francisco de Almeida, valente como soldado, hábil como almirante e, ao contrário de Albuquerque que assentara na terra firme os limites do império (Ormuz, Goa e Malaca), desejara, ao fim e ao cabo, que o mesmo houvesse de vogar flutuante sobre as ondas.


Notas:

(1)  Convém notar que o romance se inspira nas aventuras de um navegador inglês, William Adams, com base no qual se desenha a figura do piloto John Blackthorne, cujo navio (“Erasmus”) naufraga na costa do Japão no dealbar do Período Tokugawa.




Símbolo Tokugawa (3 folhas de malva).




(2) Convém notar que Stefan Zweig revela igualmente uma tendência para apresentar os Portugueses e suas façanhas no Oriente sob o prisma da cobiça e do domínio imperial puro e simples. Ora, esse estereótipo, que por diversas vezes sobressai no autor, não leva devidamente em conta, mau grado a eventualidade dos erros e das imperfeições dos Portugueses de antanho, os perigos mortais, as manobras dilatórias e a duplicidade de intenções que marcavam a natureza e a idiossincrasia dos demais protagonistas em terras tão longínquas como desconhecidas. A testemunhá-lo está, em grande medida, a imponente figura de Afonso de Albuquerque, para quem os Portugueses tanto podiam ser aliados fiéis como adversários implacáveis. Seja como for, o trecho que acima se transcreve permite, salvo o referido estereótipo, a compreensão de tão delicada questão. 


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